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01 Set 2020 - 10:38

Setembro amarelo: precisamos falar sobre doenças mentais


Enquanto você começa a ler este texto, pessoas próximas a você estarão pensando em cometer suicídio. No mundo, a cada 40 segundos, uma, de fato, se mata. Em Cuiabá, quatro pessoas atentaram contra a própria vida a cada mês de 2019. De 2015 a 2018, aliás, o Estado de Mato Grosso passou por um aumento de 44% neste tipo de morte.

Sim. Falar sobre suicídio ainda é tabu, mas é essencial para revelar a radiografia de um país que não investe em políticas públicas com foco na saúde mental de seus cidadãos. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) mostram: quem mais se mata são homens (78,3%), de peles negra ou parda (65,7%) e que são solteiros, viúvos ou divorciados (72,8%). A idade média destas vítimas é de 15 a 29 anos.
 
É neste contexto que surgiu, em 2014, o Setembro Amarelo. A campanha nacional é uma idealização da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O dia 10 de setembro, aliás, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

A intenção da campanha é alertar e prevenir sobre transtornos mentais e uma de suas mais graves consequências: o suicídio. Claro, nem todo suicídio está atrelado à uma doença mental, mas a grande maioria, sim.

De acordo com uma cartilha publicada pelos idealizadores da campanha Setembro Amarelo, uma revisão de 31 artigos científicos publicados entre 1959 e 2001, englobando 15.629 suicídios na população geral, demonstrou que em mais de 96,8% dos casos caberia um diagnóstico de transtorno mental à época do ato fatal (Bartolote e Fleischmann, World Psychiatry Journal, 2002).
 
Mas, como ajudar? Eu, Luluca Ribeiro, insisto e bato na tecla que é necessário que o poder público exerça um papel grande quando falamos sobre saúde mental. Precisamos de políticas públicas efetivas para reduzir estes casos. E não estou sozinho nisso.

Ainda, conforme a cartilha feita pela Associação Brasileira de Psiquiatria, informar e sensibilizar a sociedade de que o suicídio é um problema de saúde público e que pode ser prevenido está entre as principais estratégias da campanha Setembro Amarelo. Outra estratégia é a promoção de educação permanente dos profissionais da saúde da atenção básica, inclusive do Programa Saúde da Família, sobre saúde mental.

Quer saber mais? Aqui está um link da cartilha "Comportamento suicida: conhecer para prevenir". Não titubeei em ajudar quem você acha que precisa. Fique atento aos sinais. Você pode ser essencial para auxiliar alguém que tem pensado em atentar contra a própria vida.

 
 
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