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Enfermeira investigada por mortes de idosos em abrigo em MT e furto de dinheiro se diz alvo de perseguição

Ela é suspeita de atual ilegalmente como médica, suspendendo a medicação de internos. Polícia Civil e MPE investigam o caso.

12 Mar 2020 - 12:02

MT 40 GRAUS

Enfermeira investigada por mortes de idosos em abrigo em MT e furto de dinheiro se diz alvo de perseguição

Enfermeira trabalhava no Lar dos Idosos Paul Percis Harris — Foto: Google Maps


A enfermeira investigada devido ao alto número de mortes no Lar dos Idosos Paul Percis Harris, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, disse ser alvo de perseguição. Ela é suspeita de atual ilegalmente como médica, suspendendo a medicação de internos.

No inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE), também é apurado o sumiço de R$ 56 mil que pertencia a um idoso que faleceu em fevereiro do ano passado, 20 dias após ter dado entrada no local. No atestado de óbito do idoso, consta morte súbita ou desconhecida.

À reportagem, a enfermeira negou as acusações e disse que pediu demissão do Lar.

“Não tenho nada a esconder. Quem esteve comigo sabe da minha postura. Pedi conta porque estava muito pesado e era muita perseguição”, disse.

A Polícia Civil também está investigando o caso e agora está colhendo depoimentos de testemunhas. A enfermeira, segundo a polícia, já foi ouvida nessa quarta-feira (11).

O inquérito aberto pela polícia tem prazo de 30 dias para ser concluído. Essa investigação corre paralelamente ao inquérito instaurado pelo MPE.

“Esses depoimentos são fundamentais para nós, pois são pessoas que são responsáveis pelo lar e vão pode esclarecer a dimensão disso e de fato o que ocorreu”, disse a delegada Lígia Pinto.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MT) disse que abriu procedimento investigatório e que, em caso de infração ética, o processo deverá seguir os trâmites da resolução citada, em que o julgamento será feito depois da emissão de relatório elaborado pela comissão instruída.

“Nossa fiscalização já esteve no local e fez um levantamento das informações. Estamos aguardando o relatório e, assim que chegar, vamos instituir um procedimento ético que vai para a administração. O conselheiro vai analisar e fazer um parecer e instituiu um procedimento ético e partimos para fase de instrução e julgamento, garantindo a ela o direito a contraditório e ampla defesa”, explicou o presidente do Conselho, Antônio César Ribeiro.

Investigação
No inquérito, o MPE cita o alto número de mortes no abrigo em 2019. Segundo o órgão, em 2017 foram registradas sete mortes, em 2018 foram nove mortes e, em 2019, foram registradas 20 mortes no local.

O presidente do Lar dos Idosos Paul Percis Harris, Emerson Douglas Airoldi, diz que o dinheiro foi depositado na conta da instituição e está à disposição da Justiça. Quanto à atuação da enfermeira, Emerson esclarece que ela foi demitida e defende que, se ela cometeu erros, deve pagar por eles.

Por outro lado, em relação à denúncia de que a enfermeira teria suspendido a medicação de uma idosa que precisava utilizar morfina devido a dores crônicas causadas por um câncer, Emerson diz que o remédio havia sido prescrito por um médico de Cuiabá e que, ao chegar em Rondonópolis, a idosa foi atendida por um geriatra que trocou as medicações utilizadas por ela.

Conforme a portaria, assinada pela promotora de Justiça Joana Maria Bortoni Ninis, o MPE recebeu denúncias do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa de Rondonópolis e da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social. Fonte: G1-MT
 

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