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Justiça determina apreensão de garota por morte de Isabele

Decisão foi assinada pela juíza Cristiane Padin, que atendeu a um pedido do promotor Rogério Bravin

15 Set 2020 - 20:16

MT 40 GRAUS

Justiça determina apreensão de garota por morte de Isabele

A fachada do Condomínio Alphaville e a arma (detalhe) que matou a jovem

Foto: Arquivo


A 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá determinou a apreensão da adolescente de 14 anos que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, da mesma idade, no dia 12 de julho, no Condomínio Alphaville.

A decisão foi assinada pela juíza Cristiane Padin, que atendeu a um pedido do promotor da Vara da Infância e Adolescência, Rogério Bravin.

A reportagem apurou que, por volta das 19h50, a garota estava sendo encaminhada para a Delegacia Especializada do Adolescente, na Capital.

Com a decisão, a garota ficará internada provisoriamente no Centro de Atendimento Socioeducativo de Internação Provisória e Internação Feminina, no Complexo do Pomeri, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (DEA).

Pelo Estatuto, se for considerada culpada pela morte, a garota poderá ficar no máximo três anos internada na unidade.

Nesta terça-feira (15), a Justiça havia confirmado que aceitou a representação criminal do Ministério Público Estadual contra a adolescente por ato infracional análogo a homicídio doloso. Este tipo de homicídio acontece quando há a intenção de matar ou quando a pessoa assume o risco de produzir morte.

Segundo o laudo da Politec e a conclusão do inquérito do MPE, o tiro foi dado intencionalmente e de dentro do banheiro, de maneira frontal, contrariando o depoimento da garota à Polícia Civil.

Inquérito  
O inquérito sobre a morte de Isabele foi finalizado cerca de 50 dias após sua morte.

A conclusão das investigações da Polícia Civil foi apresentada em entrevista coletiva no dia 2 de setembro.

De acordo com o delegado Wagner Bassi, responsável pelas investigações, foi concluido que a amiga atirou na vítima de modo intencional, e por isso responde por ato infracional análogo a homicídio doloso.

“Para nós, essa conduta de apontar a arma para amiga, a gente acha que a conduta é dolosa, por no mínimo saber do risco. Ela era uma adolescente treinada e capacitada”, disse o delegado.

Fonte: MidiaNews

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