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Oposição quer comissão processante que pode cassar Emanuel

Vereador Diego Guimarães diz que é necessária maioria simples de votos para instalação de comissão contra prefeito

19 Out 2021 - 17:34

MT 40 GRAUS

Oposição quer comissão processante que pode cassar Emanuel

O vereador Diego Guimarães: comissão processante contra Emanuel Pinheiro

Foto: MidiaNews


O vereador cuiabano Diego Guimarães (Cidadania) vai apresentar, nesta semana, um requerimento para a criação de uma comissão processante que poderá resultar na cassação do mandato do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), afastado do cargo nesta terça-feira (19). 

O pedido tem como base a Operação Capistrum, que investiga um esquema de contratações ilegais na Secretaria de Saúde para manter e pagar favores políticos a aliados, principalmente vereadores da base no Legislativo. 

O esquema, segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), causou prejuízo de R$ 16 milhões aos cofres do município, por meio de uma organização criminosa. 

Além de ter sido afastado, Emanuel foi alvo de busca e apreensão e teve bens bloqueados. 

Segundo Diego, é necessário que a maioria dos vereadores presentes na sessão votem a favor da criação da comissão. 

“A Câmara tem que sentar, pedir o compartilhamento de provas e, com isso, criar uma comissão processante, que poderá ocasionar na cassação o prefeito. Esse é o caminho que será tomado. É a hora de a Câmara se manifestar”, disse Diego. 

“Cuiabá não pode ficar em uma instabilidade política e jurídica de ter um prefeito provisório. Nós sabemos que esse é somente um dos escândalos da Saúde. Eu já tinha dito que outras operações devem vir, porque os escândalos são gigantescos”, afirmou. 

Para a cassação do mandato de Emanuel, no entanto, são necessárias 17 assinaturas (2/3). Atualmente, a base do prefeito conta com 20 parlamentares - sendo somente cinco os de oposição. 

"Judiciário: crime não compensa"
Diego afirmou não ter se surpreendido com a operação desta terça-feira (19), mas sim com a demora com que eventuais crimes fossem imputados ao prefeito.

Segundo ele, os vereadores de oposição chegaram a pensar que ele não seria responsabilizado. 

“Confesso que recebi com tranquilidade a decisão, porque sabia que isso, a qualquer momento, poderia acontecer. São três secretários afastados e o que se estranhava é que, até então, não tinham chegado ao prefeito ainda. Mas era algo aguardado”, disse. 

“Pelo tamanho dos escândalos que tivemos e pelo tempo que passou chegou a um ponto que acreditávamos que não teria mais. Até um ponto de pensar se ele passaria impune, mas o Judiciário deu uma resposta de que o crime não compensa”, completou.

Operação Capistrum
O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro foi afastado do cargo, nesta terça-feira (19), na Operação Capistrum, deflagrada pelo MPE e Polícia Civil. A ação apura a existência de uma organização criminosa montada para acomodar indicações de políticos em cargos da Secretaria da Saúde. 

Segundo a denúncia, Emanuel fez mais de 3.500 contratações temporárias só na secretaria, a maioria ilegal, com pagamentos de "prêmio saúde" para acomodar e atender compromissos de aliados políticos, principalmente vereadores. 

Há ainda a suspeita de contratações "fantasmas". O esquema apurado causou, segundo as investigações, prejuízo de R$ 16 milhões aos cofres de Cuiabá.  

Houve também afastamento do prefeito, do seu chefe de gabinete, Antônio Monreal Neto – que também foi preso –, e da secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza. 

Também são alvos da operação a primeira-dama Márcia Pinheiro, e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro. 

Todos foram alvos de mandados de busca e apreensão e também tiveram o sequestro de bens decretado até o montante de R$ 16 milhões.

Veja vídeo publicado nas redes pelo grupo de oposição:



Fonte: MidiaNews
 

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