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Vereadores levavam currículos para esquema de contratos temporários pessoalmente, diz alvo de operação

A contratação dos servidores temporários seguia um rito que podia ter início com as indicações sendo feitas a partir de diversas fontes

20 Out 2021 - 09:56

MT 40 GRAUS

Vereadores levavam currículos para esquema de contratos temporários pessoalmente, diz alvo de operação

Foto: Montagem


Depoimento do ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde Cuiabá, Ricardo Aparecido Ribeiro - alvo da Operação Capistrum - revela que vereadores da Capital não só indicavam nomes para trabalharem na pasta, como também entregavam os respectivos currículos dos indicados pessoalmente.

Em oitiva ao delegado Rodrigo Azem Buchdid, do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), o ex-coordenador deu detalhes sobre as contratações temporárias que supostamente alimentava o "canhão político" do prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB). 

Segundo Ricardo, a contratação dos servidores temporários seguia um rito que podia ter início com as indicações sendo feitas a partir de diversas fontes. Uma delas era a indicação direta por parte dos vereadores. 

Ao delegado, o ex-coordenador não revelou nomes específicos de quais vereadores teriam feito as indicações. Contudo, Ricardo apontou que "quase todos" levaram currículos para que suas indicações fossem contratadas. 


Conforme noticiado pela reportagem, o escândalo dos contratos temporários desencadeou a Operação Capistrum, deflagrada pelo Naco, na manhã desta terça-feira (19). 

Com a ação, o prefeito Emanuel Pinheiro foi afastado de sua função e seu chefe de gabinete, o advogado Antônio Monreal Neto, foi preso. Além disso, as contas do gestor, da primeira-dama, Márcia Pinheiro, de Ricardo e da secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza, foram bloqueadas. 

O esquema de contratações temporárias para uso político foi uma das irregularidades apontadas pelo Naco. Além dos contratos, o repasse irregular do Prêmio Saúde, que teria causado um rombo de R$ 16 milhões ao erário, também foi apontado na investigação.



Fonte: GD

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