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Rosa Neide: CPI deu motivos suficientes para cassar o presidente

Petista diz que comissão deixou clara ingerência do Governo Federal durante a pandemia

23 Out 2021 - 12:19

MT 40 GRAUS

Rosa Neide: CPI deu motivos suficientes para cassar o presidente

A deputada federal Rosa Neide, que espera resultados concretos após CPI da Covid

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados


A deputada federal Rosa Neide (PT) afirmou que após a apresentação do relatório da CPI da Covid no Senado espera que a justiça seja feita, mas assinalou que isso não trará de volta a vida dos mais de 600 brasileiros que morreram vítimas da Covid-19 durante a pandemia. Ela, no entanto, vê que já há provas para cassa o mandato do presidente. 

O relatório final da CPI, que durou quase seis meses, foi apresentado na última quarta-feira (20), com o relator, senador Renan Calheiros (MDB) apontando 29 tipos penais e sugerindo o indiciamento de 66 pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro. 

“Infelizmente, foram 604 mil vidas perdidas. E a CPI não traz de volta as pessoas que morreram e que poderiam estar vivas, como aquelas que não se vacinaram no tempo certo. Mas eu espero que se faça justiça”, afirmou a petista, durante visita ao Palácio Paiaguás.

 Para Rosa Neide, muita coisa foi esclarecida e destacada para a população quanto ao desempenho do atual governo durante a pandemia. 

“O Governo Federal realmente abriu mão do papel dele de coordenar toda a questão da Covid no Brasil e isso ficou muito claro na CPI”, avaliou. 

Para a deputada, no momento, agora mais do que antes há caminhos a serem tomados para que os pedidos de cassação do presidente tenham prosseguimento no Congresso Nacional. Mas ela ainda vê dificuldades para que isso aconteça. 

“Acho que agora tem alguns encaminhamentos e o Brasil tem motivos suficientes para essa cassação do presidente, mas tem um jogo político muito forte por trás”, afirmou. 

CPI do Senado
O relatório final sugeriu o indiciamento de um total de 66 pessoas, incluindo deputados, empresários, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga, além de apontar crimes cometidos pelas empresas Precisa Medicamentos e a VTCLog.  

Apenas o presidente foi acusado formalmente de nove crimes: prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade. 

A votação do relatório será nominal e ostensiva e está prevista para a próxima terça-feira (26).



Fonte: MidiaNews

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