25 de junho de 2022
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Arsec atribui alta da passagem à pandemia e combustível

O presidente da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), Alexandre de Oliveira, afirmou que a alta nos preços de combustíveis somada à baixa demanda de passageiros durante fases críticas da pandemia contribuíram para o aumento do valor da passagem de ônibus na Capital.

 

Atualmente, o valor da passagem é de R$ 4,10, mas, a partir da próxima segunda-feira (9), a tarifa custará R$ 4,95. Com o aumento, o custo do bilhete fará de Cuiabá a segunda Capital brasileira com o maior custo na prestação do serviço, ficando atrás apenas de Curitiba (PR).

 

Em entrevista ao Jornal do Meio Dia exibido nesta quinta-feira (5), o presidente da Arsec afirmou que a agência – que é a responsável por aprovar o aumento – levou em consideração fatores técnicos na atualização do valor. Contudo, Alexandre de Oliveira admitiu que a percepção da população é de que a qualidade do serviço não é a ideal em relação ao custo.

 

“E essas questões técnicas levam em considerção que se teve uma queda significativa no número de passageiros durante toda a pandemia. Quanto menos gente usando esse sistema, mais caro é manter esse sistema”, afirmou.

 

“De outro lado, é público e notório que os combustíveis tiveram uma alta gigantesca. Em um único dia, se aumento até 25% o valor do diesel. Então, a nossa preocupação é lógica é com o destinatário, com o usuário do ônibus, mas nossas visões são tomadas com critérios técnicos”, frisou.

 

Alexandre de Oliveira disse também que o valor não era reajuste há 3 anos e acrescentou que o custo da passagem repassado à população ainda é menor do que o montante real do preço do serviço, que está balizado em R$ 7,20.

 

Segundo o presidente, a diferença entre o valor real da passagem e o custo pago pela população é custeado pelo Município.

 

“Existem duas tarifas vigentes em Cuiabá. Uma tarifa que é a pública, essa que é cobrada do usuário, que está no patamar de R$ 4,95, e uma tarifa técnica, que é a de manutenção desse sistema e serve para que haja o cumprimento do sistema. Essa diferença é subsidiada pelo Município”, afirmou.

Fonte: Gazeta Digital

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