25 de junho de 2022
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Mais do que obrigação, trabalho rural é vocação

Responsáveis pelos alimentos que chegam à mesa de milhões de pessoas país afora, os trabalhadores rurais são engrenagens fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, que tem o agronegócio como grande motor da economia. São tão importantes nessa engrenagem que ganharam um dia em sua homenagem e no dia 25 de maio é comemorado o Dia do Trabalhador Rural.

 

O contingente de trabalhadores rurais é de aproximadamente 18 milhões de pessoas, número 6,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, aponta pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Os números se referem ao 1° trimestre de 2022. Vale lembrar que o trabalho no campo segue tendência de elevado número de qualificação, para operar máquinas e novas tecnologias lançadas para melhorar a produção e a produtividade.

 

Para muitos, trabalhar no campo não é uma escolha, é uma vocação, um dom que vem de berço e que está presente na vida de quem atua nessa área desde cedo. É o que conta o casal Fabiana Alves e Fábio Ferraz, que trabalham há 11 anos na Fazenda Sereno, no município de Jaciara (distante 146 km de Cuiabá). “Meus pais já eram produtores rurais e desde pequena estive presente no campo, ajudando nas atividades e aprendendo o que era preciso para tirar da terra o nosso sustento”, afirma Fabiana.

 

Há cinco anos, ela é responsável pela alimentação dos funcionários que trabalham na propriedade. Fabiana conta que não vê sua família trabalhando ou morando longe do campo. “Tudo que conquistamos como casal é fruto do nosso trabalho com a terra. Compramos nosso terreno, construímos nossa casa, compramos carro e o mais importante, criamos nosso filho com o salário que recebemos trabalhando no campo”.

 

Fábio trabalha na maternidade da fazenda e tem como atividade a criação e comercialização de bovinos melhorados geneticamente. Ele conta que ingressou na profissão por influência do pai, que também era vaqueiro. “Tenho muito orgulho do que faço, sem contar que adoro trabalhar com animais e isso vem desde quando era criança. Nosso filho, hoje com nove anos, já faz planos de ser médico veterinário, ama trabalhar com animais, e já ajuda nas atividades mais simples aqui na fazenda”, revela.

 

Os planos do casal para o futuro envolvem a permanência no campo. “Nossa vontade é comprar uma terrinha para podermos nos mudar e criar nossos animais, plantar e colher alimentos, viver da terra, que tanto já nos deu até aqui”, confidencia Fábio e Fabiana.

 

De acordo com a pesquisa realizada pelo Cepea, no Brasil como um todo, 95,2 milhões de pessoas estavam ocupadas no 1° trimestre deste ano, em diferentes atividades e segmentos econômicos, o que mostra que a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,67% de janeiro a março de 2022.

 

Para o suinocultor e presidente do Fórum Agro MT, Itamar Canossa, o agronegócio é o grande responsável pelo desempenho econômico do Brasil e também o ator principal no desenvolvimento dos municípios do interior de Mato Grosso, sendo grande empregador e gerador de renda. “Já é mais que comprovado que onde o agronegócio se instala, a região se desenvolve economicamente. Quando é tecnificado e as pessoas são capacitadas, preparadas para extrair todo o potencial da terra sem agredir o meio ambiente isso fica ainda mais evidente”, pontua.

 

Fórum Agro MT

Criado em 2014 com o objetivo de fomentar o desenvolvimento do setor agropecuário de Mato Grosso, para buscar soluções, o fortalecimento e o crescimento do segmento no Estado. Tem como objetivo harmonizar as atividades das entidades participantes com as principais demandas do momento e ainda fortalecer o poder de representação do setor e estimular políticas públicas para o desenvolvimento da agropecuária.

 

É formado pela Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso), Ampa (Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão), Aprosmat (Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso) e Famato (Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso).

Fonte: Gazeta Digital

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